CASTRAÇÃO QUÍMICA

22 de junho de 2017

A castração química é uma forma temporária de castração, ocasionada por medicamentos hormonais para reduzir a libido, a atividade sexual, para tratar cânceres hormônio-dependentes como o câncer de próstata. Diferente da castração cirúrgica, quando os testículos e ovários são removidos através de incisão no corpo, castração química não castra a pessoa praticamente, e também não é uma forma de esterilização.

A castração química não é definitiva, estando caracterizada pela reversibilidade. Nos ordenamentos jurídicos onde a sua administração é prevista, o agressor sexual deve se apresentar regularmente ao médico designado para a aplicação das injeções no prazo estipulado. Diante disso, encontra-se dificuldade no tratamento o fator da obrigatoriedade da administração dos inibidores hormonais, uma vez que, caso a apresentação regular não seja obedecida pelos indivíduos, pode, ainda, levar os delinquentes ao aumento da produção da testosterona, provocando, inversamente, uma maior incidência na prática de crimes sexuais. Além do mais, não se sabe até que ponto, obrigar um indivíduo à administração de hormônios femininos pode ser benéfico à sociedade.

No caso de pessoas que utilizam medicação psiquiátrica permanentemente, como esquizofrênicos, esta as vezes ocorre pelo coquetel de medicamentos utilizados pelo paciente, mas não significa dizer que todas as pessoas que usam o mesmo coquetel de medicamentos terá a mesma reação, o organismo reage de forma diferenciada aos medicamentos, sendo sempre necessário o acompanhamento médico.

Postado em Blog por Nilde Soares

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