Categoria: Minha Vida

31 de julho de 2018

Pensei em podar o pé de ameixa que fica em minha varanda. Os morcegos fazem uma bagunça à noite. Perdi a área onde contemplava a lua. Fugi de seus rasantes…quando era apenas um, nomeei-o de “Bill”. Agora ele trouxe a família e amigos. Pensei em tirar as frutas maduras, até essa tarde…contemplando o calor do sol, passarinhos comiam as ameixas.

Nossa vida também é assim, não podemos cortar o que está nos incomodando, sem abrir mão de algumas coisas que gostamos. Tudo está interligado. Fica a nosso critério. Encho o pote do meu cachorro de ração, mesmo sabendo que pombas podem visitá-lo. Meu jardim não está livre de plantas daninhas. Não decido cortá-las. O melhor talvez seja esperar. Aceitar. Às vezes não precisamos fazer nada, apenas deixar acontecer. Como um bom time que perde de 4 a 0 e não compreende, nós não entendemos o porquê do placar. O recuo faz-se necessário para que a vergonha não seja maior. Uma hora o jogo acaba, uma hora o juíz apita. Justo ou não, o placar não irá mudar. À espera também pode ser uma ação. Não há como impedir que as águas do rio alcancem o mar. Viver é se adeq

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19 de junho de 2018

Ontem foi um dia difícil. Sinto um insistente nó na garganta e um aperto no peito, embora procure desabafar com alguém entre os contatos de telefone e os velhos amigos, fica a sensação de não ter com quem conversar, pois existe em mim, um receio em parecer fraca ou ser mal interpretada. Gostaria de ser poupada do olhar espantoso ao contar meus tropeços e de obter atenção em cada palavra externada. Na última conversa com um amigo tive minhas preocupações subestimadas (o ser humano tende a menosprezar as dores do outro, e valorizar as suas próprias, né?!), me cansei de frases prontas e clichês. Minhas emoções estão todas trancadas em um quarto escuro, mal posso ver e tenho medo de acender a luz, tamanha a desorganização interna que me encontro ultimamente, mas preciso dividir o peso e organizar essa bagunça. A vida passa, e cada minuto é único, vou, viver cada um, não consigo ser indiferente ao que se passa ao meu redor, vou viver, espero conseguir respirar melhor amanhã. Por exemplo: determinar pensamentos positivos, controlar ansiedade, gritar ou simplesmente chorar, melhora muito meus sintomas. Quando estou muito irada só me sinto bem se eu gritar, mais gritar mesmo, nem se

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19 de junho de 2018

Em entrevista ao blog Dyskinesis, Maria Nilde de Oliveira Soares ou simplesmente Nilde, falou um pouco da sua história pessoal, como descobriu ser portadora de distonia cervical e também sobre a ideia da criação do blog Distonia Saúde. Começa dizendo que nasceu em uma tribo indígena no interior do Maranhão, teve uma infância difícil em um convento, até fugir de lá vindo parar em São Paulo. Antes de descobrir a distonia, a Nilde trabalhou na área de vendas no segmento corporativo, seu sonho de consumo era trabalhar em determinada empresa de software, conseguiu, e foi onde ela foi muito cobrada pela ex-chefe que segundo ela, a tratava diferente como se não gostasse de sua pessoa. A Nilde tinha que se controlar para não expor suas opiniões pois corria o risco de ser demitida, foi nesse período que ela começou a frequentar os pronto socorros. Em 2012, enquanto ainda trabalhava, ela passou a ter ansiedade, fobia social, mudanças de humor, insônia e dores de cabeça. Foi então diagnosticada com TAG (transtorno de ansiedade generalizada), fazendo tratamento com psiquiatra, até então não percebia movimentos involuntários, achava ser psicológico. Conta que foi sua cunhada Patricia, que primeiro desconfiou que ela tinha distonia, percebendo que seu pescoço estava esquisito e também suas expressões faciais. Finalmente em 2016 teve o diagnóstico confirmado.

Postado em Blog, Minha Vida, Noticia por Jose Gusmao