Dr.ª Vanessa é destaque em Estimulação Cerebral Profunda

2 14 de maio de 2018

O papo de hoje é sobre a Drª Vanessa Milanesi Holanda, essa médica incrível, que vem se destacando com estudos e aplicações práticas de suas pesquisas em pacientes portadores de Distúrbios do Movimento, seja distonia, doença de Parkinson ou tremor essencial.

Graduada em medicina pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a neurocirurgiã titular e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia é especialista em neurocirurgia funcional, e também é membro da Sociedade Brasileira de Estereotaxia e Neurocirurgia Funcional. Além disso, ela é especialista em microcirurgia e distúrbios do movimento pela Universidade da Flórida; especialista em neurocirurgia funcional e dor pelo AC Camargo Cancer Center; mestre em Medicina e doutora em Biofotônica pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Não bastasse isso tudo, ela tem experiência na área de estimulação cerebral profunda. Muita coisa, né?

 Estimulação Cerebral Profunda

A Drª Vanessa é expert em tratamento de dores, trabalhando com manejo da dor crônica, sempre visando a melhoria da qualidade de vida dos seus pacientes através de tratamentos eficazes e bem direcionados. Ela também realiza, em quem for candidato após a avaliação de uma equipe multidisciplinar extremamente especializada, a Estimulação Cerebral Profunda/Deep Brain Stimulation (DBS), que é uma cirurgia que visa a melhoria da qualidade de vida, com controle dos sintomas motores, muito indicada para o tratamento de Parkinson, Distonia e tremor essencial.

A DBS começou a ser utilizada há 30 anos e hoje estima-se que mais de 160.000 pacientes já foram beneficiados em todo o mundo com o uso dessa terapia efetiva, ajustável e reversível.

A técnica consiste no posicionamento preciso do eletrodo cerebral em estruturas profundas do cérebro, mas comumente o núcleo subtalâmico, globo pálido interno ou tálamo. Antes da cirurgia, é necessária uma ressonância magnética de alta qualidade, com sequências e protocolo específicos, como as realizadas pela Medicina Diagnóstica da Beneficência Portuguesa (indicada pela própria médica). Além disso, no dia da cirurgia, uma tomografia computadorizada de crânio multislice é feita para que a partir da fusão com a ressonância, seja localizado, de forma precisa, o alvo para o DBS.

Regras no país

No Brasil, a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) está liberada para melhora de sintomas motores no caso das seguintes enfermidades: doença de Parkinson, Distonias e tremor essencial. Para saber se é candidato à cirurgia, o paciente deve passar por uma avaliação multidisciplinar com especialistas em DBS, para que só então seja decidida a melhor opção de tratamento.

Contudo, algumas outras doenças também apresentam melhora promissora com DBS em estudos clínicos. Essa pode ser, ainda, uma alternativa para casos em que medicamentos não resultem na melhora da qualidade de vida do paciente, como pode acontecer com os portadores de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e nos casos de tics na síndrome de Tourette.

Em caso de outras doenças, a recomendação da DBS ainda está em fase de estudo. Estima-se que possa produzir uma melhora considerável das sequelas do acidente vascular encefálico (AVE), ataxia, transtornos alimentares, depressão, drogadição e Alzheimer. Tomara, né?

Para termos ideia da importância desse tratamento, nada melhor do que a palavra da própria Drª Vanessa. Assista ao vídeo e leia, em seguida:

 

Sobre o tratamento

“Trata-se de uma inovação no Brasil. Em vários centros no mundo, há o tratamento com estimulação cerebral profunda com a avaliação e acompanhamento da equipe multidisciplinar, e esta forma de abordagem, já demonstrou trazer os melhores resultados para quem precisa de estimulação cerebral profunda. É essencial o desenvolvimento de  uma ressonância magnética de qualidade, com sequências como a FGATIR (sequência especial da RM que consegue mostrar o globo pálido interno, estrutura que é alvo na estimulação cerebral profunda em casos de Distonia, por exemplo). Essa sequência foi trazida dos Estados Unidos e implantada na BP –Beneficência Portuguesa de São Paulo, através do empenho do neurorradiologista, Dr. Victor Hugo Marussi. Uma avaliação precisa da neurologia, como realizada pela Dr. Sara Casagrande, faz total diferença para definição se tudo o que há de melhor e possível clinicamente, já foi realizado. A avaliação continua com a neuropsicologia (Paula Coube e Lilia Alves), psiquiatria (Dra. Mireille Coelho), fisioterapia (Dra. Carolina Souza), fonoterapia (Dra. Giovana Diaféria), otorrinolaringologia (Dra. Cristiana Vanderlei), neuroanestesiologia (Dr. Rodolfo Rebuglio), engenharia biomédica (Dr. Daniel Boari). Todo este time de especialistas trabalha duro com um só objetivo: conseguir o melhor e nada menos do que o melhor para cada paciente avaliado e tratado”, explicou a neurocirurgiã.

Para se candidatar ao tratamento

Quem desejar se candidatar ao tratamento deve marcar uma consulta para avaliação (em São Paulo). O agendamento deve ser solicitado pelo telefone (11) 3266-6296 – Setor NeuroCenna . O paciente será avaliado por toda a equipe multidisciplinar.  

Vale lembrar que os custos gerais podem ser cobertos por plano de saúde. Além da DBS a Drª Vanessa também aplica a neuromodulação no tratamento da dor crônica da coluna. Mas podemos deixar essa técnica para outro post.

Até a próxima!

 

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